Perco-me neste vazio em que só existe tempo
Vejo as horas passearem, os minutos correrem e os segundos voarem.
Cada um deles dança ao ritmo da sua melodia
Sem que nunca se enganem no passo
Sem que nunca transpareçam melancolia
Vivendo o hoje e o amanhã sem embaraço.
Pergunto-me porque se movem tão ordenados,
Como não se sentem cansados?
Duvido da sua natureza e origem
Da sua imortalidade e soberania
De não se deixarem manipular
Como se protegidos por magia.
Não gosto do tempo
Nem da sua coerência minuciosa
Inspiro aleatoriedade, não ordenação
Aguardo o acaso e evito a previsão.
Se me engano no compasso
Recomeço sem recuar
Acabo por me despir de hábito
E cobrir-me de acreditar…
Wednesday, January 27, 2010
Monday, January 25, 2010
Me & Myself
In every people's heart
There are dreams to fix
Words to find
Fears to shame and
A silly mind to blame.
So you can hear your heart beat
And keep yourself aware
Or you can just ignore it
And still pretending you don't care.
Whatever you decide to do
Never leave your face down
Peolple may see you as
A whisper in the noise
A lullabye in a flock
Or a ball in someone's court
But they don't know the half of you.
They can't see all the colors of your smile
Neither feel the softness of your moves
The magic in your flight
The deepness of your eyes
The truth you hide inside.
They can't see how beautiful you may be...
How beautiful you are to me...
There are dreams to fix
Words to find
Fears to shame and
A silly mind to blame.
So you can hear your heart beat
And keep yourself aware
Or you can just ignore it
And still pretending you don't care.
Whatever you decide to do
Never leave your face down
Peolple may see you as
A whisper in the noise
A lullabye in a flock
Or a ball in someone's court
But they don't know the half of you.
They can't see all the colors of your smile
Neither feel the softness of your moves
The magic in your flight
The deepness of your eyes
The truth you hide inside.
They can't see how beautiful you may be...
How beautiful you are to me...
Sunday, November 22, 2009
Monday, September 7, 2009
I'm free
The door is open
There’s nothing to fear
Can you give me a smile?
I promise you won’t see a tear.
Even if I fall down now
I’ll stand up in a minute
I’ll be able to heal my wounds
And save myself before you hold me.
Yes I’ve got a broken wing
But my soul can handle it
And I can fly without shame
Like a bird getting insane.
Because I love this crazy life
I love to feel it on my veins
I love to dance till I get weak
And get conscious that
I’m happy if I’m free…
There’s nothing to fear
Can you give me a smile?
I promise you won’t see a tear.
Even if I fall down now
I’ll stand up in a minute
I’ll be able to heal my wounds
And save myself before you hold me.
Yes I’ve got a broken wing
But my soul can handle it
And I can fly without shame
Like a bird getting insane.
Because I love this crazy life
I love to feel it on my veins
I love to dance till I get weak
And get conscious that
I’m happy if I’m free…
Wednesday, August 19, 2009
Hoje...
Apetece-me correr sem ter que fugir, encher-me de lama para me encobrir, deitar-me num banco de um jardim solitário e sentir-me terra, ar e não uma peça fechada no armário…
Apetece-me beber água até em peixe me recriar, nadar em mares gelados e profundos, onde ninguém me consiga alcançar…
Apetece-me saltar sem ter que cair, descobrir as asas que não vejo, mas que parecem existir…
Apetece-me não ter de estar aqui, não ter consciência nem racionalidade, ser fruto apenas da minha espontaneidade…
Apetece-me beber água até em peixe me recriar, nadar em mares gelados e profundos, onde ninguém me consiga alcançar…
Apetece-me saltar sem ter que cair, descobrir as asas que não vejo, mas que parecem existir…
Apetece-me não ter de estar aqui, não ter consciência nem racionalidade, ser fruto apenas da minha espontaneidade…
Tuesday, June 9, 2009
Saturação
As horas não passam, o tempo não flúi
A liberdade não chega, o interesse já foi
Acordo sem querer, forço o adormecer
Sonho acordada, para evitar ceder.
Mas o cansaço é demasiado
A espera desconcertante
A frustração corrosiva
A ansiedade uma constante.
Preciso de respirar
De despertar, de me desamarrar
Preciso de reencontrar
A coragem na saudade
E voltar a suportar
O peso da minha verdade.
A liberdade não chega, o interesse já foi
Acordo sem querer, forço o adormecer
Sonho acordada, para evitar ceder.
Mas o cansaço é demasiado
A espera desconcertante
A frustração corrosiva
A ansiedade uma constante.
Preciso de respirar
De despertar, de me desamarrar
Preciso de reencontrar
A coragem na saudade
E voltar a suportar
O peso da minha verdade.
Sunday, June 7, 2009
Lady Bug
Para onde vais?
Sei que interrompo o teu percurso… Sei que te assusto por te agarrar e não deixar continuar… Mas preciso perceber o que te traz, quem te canta e inspira... e como o faz.
Quem te conhece, garante que trazes sorte ao pousar. Para mim, carregas um fardo demasiado pesado que coloridamente consegues camuflar.
Sinto-te cansada e resignada. Talvez à espera de mais um “Voa, voa, que o meu pai está em Lisboa”. Mas descansa, não quero usar-te, quero apenas sentir-te e olhar-te…
No fundo, somos parecidas… Evitamos, não para nos escondermos, mas para que não nos descubram. Voamos, não para fugirmos, mas para existirmos em nós. Sorrimos, porque acreditamos e não queremos acreditar. Caminhamos, sem saber o que nos move e sem querer saber onde nos pode levar…
A verdade é que ambas vivemos "a bug's life"... tu, por imposição... eu, certamente por opção.Sei que interrompo o teu percurso… Sei que te assusto por te agarrar e não deixar continuar… Mas preciso perceber o que te traz, quem te canta e inspira... e como o faz.
Quem te conhece, garante que trazes sorte ao pousar. Para mim, carregas um fardo demasiado pesado que coloridamente consegues camuflar.
Sinto-te cansada e resignada. Talvez à espera de mais um “Voa, voa, que o meu pai está em Lisboa”. Mas descansa, não quero usar-te, quero apenas sentir-te e olhar-te…
No fundo, somos parecidas… Evitamos, não para nos escondermos, mas para que não nos descubram. Voamos, não para fugirmos, mas para existirmos em nós. Sorrimos, porque acreditamos e não queremos acreditar. Caminhamos, sem saber o que nos move e sem querer saber onde nos pode levar…
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